Parlamentar afirma existência de esquema para furar fila de cirurgias e cobra investigação rigorosa das autoridades
Uma denúncia envolvendo a suposta comercialização ilegal de vagas para procedimentos cirúrgicos no Sistema Único de Saúde (SUS) ganhou repercussão em Aparecida de Goiânia após manifestação pública do vereador Felipe Cortez.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou ter tomado conhecimento de um possível esquema que envolveria a venda de vagas para cirurgias e a facilitação indevida no acesso a atendimentos na rede pública de saúde do município. Segundo ele, a prática configuraria grave violação aos princípios de equidade e universalidade que regem o SUS.
Durante a declaração, o vereador expressou indignação com a situação e classificou como inaceitável a possibilidade de agentes utilizarem a estrutura pública para obtenção de vantagens financeiras, sobretudo em um contexto de alta demanda por atendimentos médicos e longas filas de espera.
O parlamentar também destacou o cenário crítico da saúde pública local, mencionando visitas recentes a unidades de pronto atendimento e unidades básicas de saúde, onde, segundo ele, constatou dificuldades estruturais e relatos de sofrimento por parte da população.
De acordo com Felipe Cortez, a eventual existência de um esquema dessa natureza agrava ainda mais a situação de pacientes que aguardam por procedimentos essenciais, muitos deles em condições de vulnerabilidade social. Ele ressaltou que a venda de vagas comprometeria diretamente o acesso justo aos serviços de saúde.
O vereador afirmou que pretende encaminhar as denúncias às autoridades competentes para apuração formal dos fatos, incluindo órgãos de investigação e controle. Ele também solicitou que a população colabore com informações que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
Até o momento, não há confirmação oficial por parte das autoridades policiais sobre a existência de investigação em andamento relacionada às denúncias apresentadas pelo parlamentar. Também não foram divulgados nomes de possíveis envolvidos.
A legislação brasileira prevê sanções administrativas e penais para práticas de corrupção e fraude no sistema público de saúde. Caso as irregularidades sejam comprovadas, os responsáveis poderão responder por crimes como corrupção, improbidade administrativa e outros delitos previstos em lei.
O caso deve ganhar novos desdobramentos à medida que eventuais denúncias forem formalizadas e analisadas pelos órgãos competentes.

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