Ezequiel do Povo articula audiência com o Ministério dos Transportes e reforça pressão popular contra cobrança na BR-060
O debate sobre a instalação do pedágio entre Abadia de Goiás e Goiânia, na BR-060, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira com a ida do vereador Ezequiel do Povo à Brasília. Em meio ao aumento da insatisfação de moradores que dependem diariamente do trajeto para trabalhar, o parlamentar intensificou as articulações junto ao governo federal em busca da isenção da taxa.
Acompanhado do articulador político Vitor Baiocco, Ezequiel esteve no Ministério dos Transportes para solicitar uma audiência com o ministro e formalizar o pedido de discussão sobre o impacto da cobrança para a população local. Em seguida, a comitiva se dirigiu à Agência Nacional de Transportes Terrestres, onde um novo ofício foi protocolado reforçando a solicitação.
O primeiro documento registrado no Ministério dos Transportes recebeu o número de protocolo 50000.013688.2026-11, permitindo que qualquer morador acompanhe oficialmente o andamento do pedido de isenção e da possível audiência pública.
Em entrevista ao portal, o vereador afirmou que a medida foi recebida com surpresa e classificou a cobrança como injusta. Segundo ele, a proximidade entre Abadia de Goiás e Goiânia torna inviável impor custos diários à população trabalhadora.
“A gente foi pego de surpresa. A população está clamando por justiça, porque não é justo. Nossa cidade faz divisa com Goiânia, e quem vai e volta todos os dias para trabalhar não tem condições de pagar essa taxa. É um absurdo”, afirmou Ezequiel.
O parlamentar destacou ainda que não pretende recuar na tentativa de barrar a cobrança. “Já me coloquei à disposição da população, protocolei ofícios e vamos brigar enquanto tiver uma brecha. Nossa população não merece pagar pedágio”, completou.
Já Vitor Baiocco comparou a situação com outras regiões do entorno do Distrito Federal, apontando que a cobrança, nos moldes atuais, penaliza diretamente trabalhadores.
“É o mesmo que colocar um pedágio entre Águas Lindas e Brasília ou entre Valparaíso e Brasília. A população trabalha e precisa ir e voltar todos os dias. O transporte já é caro, e quem usa carro ainda teria que pagar pedágio. Nós não somos contra concessões, mas somos contra abuso”, declarou.
A instalação do pedágio é administrada pela concessionária Rota Verde e tem gerado forte reação popular em Abadia de Goiás. Moradores alegam que a cobrança impacta diretamente o orçamento de quem depende da rodovia diariamente, especialmente trabalhadores que se deslocam até Goiânia.
A mobilização agora entra em uma nova fase, com a expectativa de que o Ministério dos Transportes analise o pedido de audiência e que a ANTT avalie os questionamentos apresentados.
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