Auxiliar de montagem ficou 14 dias preso e só conseguiu ajuda após colega de cela relatar o caso a uma advogada

O auxiliar de montagem Leonardo Cerqueira de Almeida, de 23 anos, foi preso por engano em Goiânia após um erro no mandado de prisão expedido pela Justiça de Minas Gerais. Ele permaneceu detido por 14 dias na penitenciária de Aparecida de Goiânia até que a falha fosse identificada e corrigida.

A situação começou a mudar quando um colega de cela, que acreditou na inocência de Leonardo, relatou o caso à advogada Déborah Carolina Silva. O detento já era cliente da profissional e repassou o contato da mãe do jovem, permitindo que a defesa tivesse acesso às informações corretas.

Segundo a advogada, o mandado apresentava erro na identificação. Apesar de constar o nome de Leonardo, dados como o nome da mãe e o CPF não correspondiam ao verdadeiro autor do crime, investigado por tráfico de drogas em Minas Gerais.

Leonardo foi preso na rodoviária de Goiânia, enquanto voltava de um trabalho em Mato Grosso para sua cidade em São Paulo. Mesmo afirmando que se tratava de um engano, ele foi detido com base nas informações do sistema.

Durante os dias em que esteve preso, ele não conseguiu contato imediato com a família e chegou a passar por audiência de custódia sem que o erro fosse identificado. Dentro da unidade prisional, teve a inocência desacreditada por outros detentos, sendo alvo de zombarias.

A mãe do jovem só acreditou na situação após a advogada enviar a foto que constava no processo. A partir daí, a Justiça de Minas Gerais foi acionada e reconheceu o erro, determinando a soltura imediata.

A juíza Lorena Frederico Soares apontou erro material na expedição do mandado e classificou o caso como constrangimento ilegal.

Em nota, órgãos envolvidos afirmaram que seguiram os dados disponíveis nos sistemas oficiais. O caso levanta questionamentos sobre falhas no cruzamento de informações e reforça a necessidade de maior rigor na emissão e conferência de mandados de prisão.

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