Seis acusados são condenados por tentativa de homicídio ligada a disputa entre facções criminosas em Porangatu
O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJuri), obteve a condenação de seis acusados denunciados por tentativa de homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menor, após julgamento realizado pelo Tribunal do Júri da comarca de Porangatu.
Foram condenados Fabrício Barbosa Carvalho, Paulo Henrique Rodrigues do Nascimento, Victor Gabriel Lino da Silva, Tiago Alves de Aviz e Jânio Gabriel do Carmo da Silva Moura pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menor de idade. Já Thiago Panta Teles foi condenado por organização criminosa e posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida.
De acordo com a denúncia, oferecida pelo MPGO, os acusados agiram em conjunto e com divisão de tarefas para tentar matar um homem, por motivo torpe, relacionado à disputa entre facções criminosas. A ação teria sido planejada previamente e executada mediante dissimulação e emboscada, com o uso de arma de fogo de uso restrito.
Segundo apurado nas investigações, os acusados integram a organização criminosa conhecida como Amigos do Estado (ADE), ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto a vítima pertenceria a uma facção rival. Para executar o crime, os envolvidos articularam o plano por meio de um grupo em aplicativo de mensagens e providenciaram uma pistola calibre .40.
Ainda conforme a acusação, um adolescente foi utilizado para atrair a vítima até o local do ataque, sob o pretexto de pagar uma dívida referente à compra de um aparelho celular. Ao chegar ao ponto combinado, o homem foi surpreendido por disparos efetuados por Fabrício Barbosa Carvalho. Mesmo ferida, após ser atingida no flanco e no antebraço direito, com fratura, a vítima conseguiu fugir, o que impediu a consumação do homicídio.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos acusados pelos crimes atribuídos.
Fabrício Barbosa Carvalho foi condenado a 15 anos e 8 meses de prisão; Victor Gabriel Lino da Silva, a 15 anos e 2 meses; Paulo Henrique Rodrigues do Nascimento, a 14 anos e 8 meses; Tiago Alves de Aviz, a 14 anos e 6 meses; e Jânio Gabriel do Carmo da Silva Moura, a 14 anos de reclusão. Todos deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.
Thiago Panta Teles foi condenado a 7 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, por organização criminosa e posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida. A decisão concedeu ao acusado o direito de recorrer em liberdade. (Texto: Assessoria de Comunicação Social do MPGO)

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