Filme protagonizado por Angelina Jolie celebra os anos finais da artista

Nesta segunda-feira, 2 de dezembro, Maria Callas, uma das maiores cantoras de ópera de todos os tempos, completaria 90 anos. A artista, que faleceu em 1977, aos 53 anos, é tema do longa-metragem Maria, dirigido por Pablo Larraín e protagonizado por Angelina Jolie. O filme, que aborda os últimos anos de vida da soprano, foi exibido no Festival de Cinema de Veneza, mas ainda não tem data de estreia no Brasil.
Nascida em Nova York, em 1923, filha de imigrantes gregos, Callas construiu uma carreira brilhante e tornou-se referência no cenário operístico mundial. Sua estreia nos grandes palcos aconteceu em 1947, em Verona, interpretando La Gioconda, de Ponchielli. O auge de sua carreira chegou em 1950, quando seu talento ganhou reconhecimento internacional.
Uma vida de talento e controvérsias
Apesar do sucesso artístico, sua vida pessoal foi marcada por relacionamentos conturbados. Em 1949, casou-se com Giovanni Battista Meneghini, empresário italiano 30 anos mais velho, com quem viveu por uma década. Mais tarde, envolveu-se com o magnata grego Aristóteles Onassis. O relacionamento foi abalado pela perda de um filho e pela separação em 1968, quando Onassis se apaixonou por Jacqueline Kennedy.
Após o fim do casamento, Callas viveu sozinha em Paris até sua morte. Laudos indicam que a soprano sofria de uma doença degenerativa, que impactou sua saúde, peso e voz, culminando em um infarto fatal.
O filme Maria, de Pablo Larraín, promete apresentar uma visão íntima e sensível dos últimos anos da vida de Callas, ressaltando sua genialidade e os desafios que enfrentou enquanto consolidava um legado eterno no mundo da ópera.

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