Operações de busca entram no quinto dia enquanto testemunhas afirmam ter visto o garoto entrando no mar

No quinto dia consecutivo de intensas operações de busca, policiais civis e bombeiros persistem na tentativa de localizar Édson Davi Silva Almeida, 6 anos, desaparecido na praia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, desde a tarde de quinta-feira (4).
Três testemunhas, ouvidas pela Polícia Civil, declararam ter presenciado Édson Davi entrando no mar antes do momento em que desapareceu. A criança acompanhava o pai, Édson dos Santos Almeida, 47, que trabalha como barraqueiro próximo ao posto 4 da praia.
Em depoimento, um colega de trabalho do pai relatou ter alertado o menino sobre as condições agitadas do mar antes do desaparecimento. Outra testemunha mencionou que viu Davi entrar no mar em três ocasiões enquanto jogava futebol com outra criança.
Outro relato indicou que a criança solicitou uma prancha emprestada, mas a solicitação foi recusada devido às condições turbulentas do mar, evidenciadas por duas bandeiras vermelhas sinalizando uma vala perigosa na área.
A família de Davi continua a negar a hipótese de afogamento, sugerindo que o desaparecimento possa estar relacionado ao sequestro da criança. Os pais enfatizam que Davi não costumava entrar no mar devido ao medo, sempre pedindo permissão antes de se aproximar da água.
De acordo com o relato do pai, o desaparecimento ocorreu após Davi brincar com crianças estrangeiras na areia movimentada da praia. Câmeras de segurança registraram o momento em que o menino, sorridente, conversava com um homem não identificado.
A polícia mantém todas as hipóteses em aberto e analisa imagens de câmeras dos postos 3 e 5 da orla da Barra da Tijuca. As câmeras no posto 4, onde Davi foi visto pela última vez, estavam em manutenção no dia do desaparecimento, conforme informado pela Prefeitura do Rio.
Enquanto as operações de busca abrangem extensas áreas das praias da Barra, Recreio, Guaratiba e Sepetiba, a família permanece na expectativa por informações sobre o paradeiro de Davi. A mãe, Marize Araújo, reiterou nas redes sociais que não desistirá de encontrar o filho.
O Corpo de Bombeiros utiliza diversos recursos, incluindo aeronaves, drones, motos aquáticas e mergulhadores, cobrindo mais de 18km de costa. O major Fábio Contreiras, porta-voz dos Bombeiros do Rio, destaca que as buscas continuam sem previsão de encerramento.
O desaparecimento de Davi foi registrado na 16ª DP (Barra da Tijuca) pelos pais, Marize e Édson, e está sob investigação na Delegacia de Descoberta de Paradeiros. Apesar de dezenas de informações recebidas, nenhuma pista conclusiva foi encontrada até o momento.
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