Cirurgião João Couto Neto, alvo de investigações por 140 erros médicos, incluindo 42 óbitos no RS, é detido em Caçapava durante atendimento no Hospital Municipal.

O cirurgião João Couto Neto, investigado por um histórico alarmante de 140 erros médicos, sendo 42 deles fatais no Rio Grande do Sul, foi preso em Caçapava, interior de São Paulo, enquanto exercia suas funções no Hospital Municipal. A detenção ocorreu após pedido do delegado Tarcisio Lobato Kaltbach, cuja solicitação de prisão preventiva foi respaldada pelo Ministério Público e autorizada pela Justiça em Novo Hamburgo.
O caso que motivou a prisão trata-se de um homicídio doloso qualificado, caracterizado pelo motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e agravado por violação de dever inerente à profissão. O delegado destacou que a vítima era maior de 60 anos, tornando a pena prevista de reclusão de 12 a 30 anos.
A defesa, representada pelo advogado Brunno de Lia Pires, expressou surpresa com a prisão e afirmou que entrará com um habeas corpus ainda hoje para buscar a liberdade do médico. O caso suscita preocupações sobre a integridade do sistema de saúde, destacando a necessidade de aprofundar as investigações para assegurar a justiça diante das tragédias envolvendo as vítimas do médico João Couto Neto.
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